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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Êxodo 01 a 04

Terminamos o livro de Gênesis ontem, esse nome significa origens, e fala como tudo se originou, já o livro de Êxodo significa saída, uma referência ao momento quando os israelitas saem do Egito, quando são libertados pela mão poderosa de Deus do tremendo problema trazido por faraó para o povo antigo de Israel. O livro tem como assunto geral a presença de Deus no meio de Seu povo.

Este livro é uma sequencia do livro de Gênesis, e nós vemos isto claramente nos primeiros versículos do texto que começa a falar os nomes dos filhos de Israel, que deu um total de 70 pessoas.

O livro de Gênesis termina com momentos emocionantes, Jacó distribui bênçãos sobre seus filhos, sua morte e a morte de José, mas quando viramos a página, nos deparamos com o povo israelita sofrendo. 

No verso 7, encheram o país – a promessa divina da fertilidade e da multiplicação tinha sido dada a Adão, a Noé, a Abraão, a Isaque e a Jacó. Deus continuou cumprindo a promessa nos anos de permanência no Egito. Acredita-se que passaram 200 anos desde a morte de José e a entronização do referido ‘novo rei’ que nada sabia sobre José – provavelmente esse rei era Amósis, fundador da XVIII dinastia que expulsou os antigos habitantes que habitavam o Egito, uma dinastia de hicsos, povo próximo dos hebreus. E este novo faraó enxerga o povo hebreu como uma ameaça e faz um sistema de escravidão.

Verso 12, quanto mais oprimidos, mais numerosos, o faraó tem um plano perverso com a intenção de enfraquecer o povo, matando os bebês meninos recém-nascidos, mas as parteiras Sifrá e Puá, não o fizeram, porém o faraó dá ordens a todo seu povo que lancem os bebês meninos no rio Nilo.

No contexto do capítulo 1, nasce Moisés que já nasce diferente, uma criança bonita, incomum e extraordinária, o relato do livramento notável de Moisés na infância prenuncia o livramento de Israel do meio do Egito, salvação mais tarde que Deus faria por meio dele.

A princesa, talvez uma famosa princesa da XVIII dinastia que mais tarde se torna a rainha Hatsepsute adota Moisés, e vemos que todos os esforços do faraó em eliminar Israel foram frustrados por mulheres, como as parteiras, as mulheres hebreias, a mãe e a irmã de Moisés e a própria princesa que sente pena e adota o menino, Miriã que acompanhava Moisés de longe oferece a própria mãe do bebê para cuidar dele.

A princesa dá ao bebê o nome de Moisés – nome egípcio que significa “nasceu” e entra como segundo elemento na formação de nomes faraônicos como Amósis, Tutmés e Ramassés.

Do verso 10 ao verso 11 daremos um salto na história, Moisés sendo já adulto, ele estava com 40 anos, ele provavelmente descobre que é hebreu e vendo o sofrimento de seu povo, mata um egípcio, mas é descoberto, foge e vai morar na terra de Midiã. A primeira tentativa de Moisés de ajudar o seu povo é um fracasso.

Em Midiã, ele se casa com Zípora e vai trabalhar com o seu sogro Reuel, também chamado de Jetro.

O capitulo 3 vai começar contando que Moisés pastoreava as ovelhas de seu sogro Jetro que era sacerdote de Midiã – significa “amigo de Deus”, seu outro nome Jetro, talvez seja um título com o significado de “sua excelência”.

E levando as ovelhas para o outro lado, para o monte Horebe que significa “deserto” ou “desolação”, ali o Anjo do Senhor aparece onde uma chama de fogo saía do meio da sarça mas ela não se queima, muitas vezes, a revelação que Deus fazia de si mesmo, e de sua vontade era acompanhada por fogo.

Verso 5, tire as sandálias – essa prática é ainda respeitada pelos mulçumanos ao entrarem numa mesquita. Aquele pedaço de terra não era santo de natureza, mas a presença divina o tornou santo.

O Senhor começa a dizer a Moisés que ele é o escolhido para interceder pelo povo, mas Moisés tinha sepultado o seu sonho de abençoar o seu povo, tinha pendurado as chuteiras, estava aposentado espiritualmente e começa a dar desculpas.

Verso 14, EU SOU o que SOU – nome pelo qual Deus queria ser conhecido e adorado em Israel – nome que revelava seu caráter como Deus confiável e fiel, desejoso da plena confiança do seu povo. EU SOU – EU FUI, EU SOU e EU SEMPRE SEREI, mostra a eternidade de Deus e que Ele não muda.

O capitulo 4, começa com Moisés ainda relutante e o Senhor demonstra através de sinais, primeiro com a serpente, depois com a mão leprosa, mas Moisés continua relutante, no verso 13, vemos a quinta manifestação de relutância por parte de Moisés, sendo também a última.

Ele sai a caminho para o Egito, e vemos uma situação estranha a partir do verso 24, e Zípora, sentindo que o desagrado divino ameaçara a vida de Moisés circuncidou o jovem filho deles, e a palavra pés, no verso 25, provavelmente é um eufemismo de genitália. Moisés não havia circuncidado o filho, e isso fazia parte de uma aliança feita entre Deus e Abraão, as pequenas coisas são importantes e determinantes, o Senhor queria que Moisés primeiro firmasse a sua aliança com Deus.

No fim do capitulo 4, Moisés encontra Arão e o capitulo termina dizendo que quando o povo soube que o Senhor veio ao seu auxilio, curvou-se em adoração.




APLICAÇÃO: Deus capacita, é Deus quem dá a possibilidade de alguém de fato fazer a sua obra, quando pensamos em fazer a obra de Deus, confiamos muito em nós mesmos e em nossas habilidades, Moisés tentou ajudar seu povo confiando em si mesmo e acabou frustrado, quando Deus chama Moisés, ele está esvaziado de esperança e é aí que Deus age, pois Seu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Se você tem sido tocado por Deus saiba que você pode ser mais do que bem sucedido pois é Deus quem capacita e dá a vitória.







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