Terminamos
o livro de Gênesis ontem, esse nome significa origens, e fala como tudo se originou, já o livro de Êxodo significa
saída, uma referência ao momento
quando os israelitas saem do Egito, quando são libertados pela mão poderosa de
Deus do tremendo problema trazido por faraó para o povo antigo de Israel. O
livro tem como assunto geral a presença de Deus no meio de Seu povo.
Este
livro é uma sequencia do livro de Gênesis, e nós vemos isto claramente nos
primeiros versículos do texto que começa a falar os nomes dos filhos de Israel,
que deu um total de 70 pessoas.
O
livro de Gênesis termina com momentos emocionantes, Jacó distribui bênçãos
sobre seus filhos, sua morte e a morte de José, mas quando viramos a página,
nos deparamos com o povo israelita sofrendo.
No
verso 7, encheram o país – a promessa divina da fertilidade e da multiplicação
tinha sido dada a Adão, a Noé, a Abraão, a Isaque e a Jacó. Deus continuou
cumprindo a promessa nos anos de permanência no Egito. Acredita-se que passaram
200 anos desde a morte de José e a entronização do referido ‘novo rei’ que nada
sabia sobre José – provavelmente esse rei era Amósis, fundador da XVIII
dinastia que expulsou os antigos habitantes que habitavam o Egito, uma dinastia
de hicsos, povo próximo dos hebreus. E este novo faraó enxerga o povo hebreu
como uma ameaça e faz um sistema de escravidão.
Verso
12, quanto mais oprimidos, mais numerosos, o faraó tem um plano perverso com a
intenção de enfraquecer o povo, matando os bebês meninos recém-nascidos, mas as
parteiras Sifrá e Puá, não o fizeram, porém o faraó dá ordens a todo seu povo
que lancem os bebês meninos no rio Nilo.
No
contexto do capítulo 1, nasce Moisés que já nasce diferente, uma criança
bonita, incomum e extraordinária, o relato do livramento notável de Moisés na
infância prenuncia o livramento de Israel do meio do Egito, salvação mais tarde
que Deus faria por meio dele.
A
princesa, talvez uma famosa princesa da XVIII dinastia que mais tarde se torna
a rainha Hatsepsute adota Moisés, e vemos que todos os esforços do faraó em
eliminar Israel foram frustrados por mulheres, como as parteiras, as mulheres
hebreias, a mãe e a irmã de Moisés e a própria princesa que sente pena e adota
o menino, Miriã que acompanhava Moisés de longe oferece a própria mãe do bebê
para cuidar dele.
A
princesa dá ao bebê o nome de Moisés – nome egípcio que significa “nasceu” e
entra como segundo elemento na formação de nomes faraônicos como Amósis, Tutmés
e Ramassés.
Do
verso 10 ao verso 11 daremos um salto na história, Moisés sendo já adulto, ele estava com 40 anos, ele provavelmente
descobre que é hebreu e vendo o sofrimento de seu povo, mata um egípcio, mas é
descoberto, foge e vai morar na terra de Midiã. A primeira tentativa de Moisés
de ajudar o seu povo é um fracasso.
Em
Midiã, ele se casa com Zípora e vai trabalhar com o seu sogro Reuel, também
chamado de Jetro.
O
capitulo 3 vai começar contando que Moisés pastoreava as ovelhas de seu sogro
Jetro que era sacerdote de Midiã –
significa “amigo de Deus”, seu outro nome Jetro, talvez seja um título com o
significado de “sua excelência”.
E
levando as ovelhas para o outro lado, para o monte Horebe que significa
“deserto” ou “desolação”, ali o Anjo do Senhor aparece onde uma chama de fogo
saía do meio da sarça mas ela não se queima, muitas vezes, a revelação que Deus
fazia de si mesmo, e de sua vontade era acompanhada por fogo.
Verso
5, tire as sandálias – essa prática é
ainda respeitada pelos mulçumanos ao entrarem numa mesquita. Aquele pedaço de
terra não era santo de natureza, mas a presença divina o tornou santo.
O
Senhor começa a dizer a Moisés que ele é o escolhido para interceder pelo povo,
mas Moisés tinha sepultado o seu sonho de abençoar o seu povo, tinha pendurado
as chuteiras, estava aposentado espiritualmente e começa a dar desculpas.
Verso
14, EU SOU o que SOU – nome pelo qual
Deus queria ser conhecido e adorado em Israel – nome que revelava seu caráter
como Deus confiável e fiel, desejoso da plena confiança do seu povo. EU SOU – EU FUI, EU SOU e EU SEMPRE SEREI,
mostra a eternidade de Deus e que Ele não muda.
O
capitulo 4, começa com Moisés ainda relutante e o Senhor demonstra através de
sinais, primeiro com a serpente, depois com a mão leprosa, mas Moisés continua
relutante, no verso 13, vemos a quinta manifestação de relutância por parte de
Moisés, sendo também a última.
Ele
sai a caminho para o Egito, e vemos uma situação estranha a partir do verso 24,
e Zípora, sentindo que o desagrado divino ameaçara a vida de Moisés circuncidou
o jovem filho deles, e a palavra pés, no verso 25, provavelmente é um eufemismo
de genitália. Moisés não havia circuncidado o filho, e isso fazia parte de uma
aliança feita entre Deus e Abraão, as pequenas coisas são importantes e
determinantes, o Senhor queria que Moisés primeiro firmasse a sua aliança com
Deus.
No
fim do capitulo 4, Moisés encontra Arão e o capitulo termina dizendo que quando
o povo soube que o Senhor veio ao seu auxilio, curvou-se em adoração.
APLICAÇÃO:
Deus capacita, é Deus quem dá a possibilidade de alguém de fato fazer a sua
obra, quando pensamos em fazer a obra de Deus, confiamos muito em nós mesmos e
em nossas habilidades, Moisés tentou ajudar seu povo confiando em si mesmo e
acabou frustrado, quando Deus chama Moisés, ele está esvaziado de esperança e é
aí que Deus age, pois Seu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Se você tem sido tocado
por Deus saiba que você pode ser mais do que bem sucedido pois é Deus quem
capacita e dá a vitória.
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