O capitulo 32 nos conta a triste
história do bezerro de ouro. Moisés estava no monte já há quarenta dias e
quarenta noites, o povo já impaciente, juntam os lideres e reclamam por algo para
adorar e Arão, sem autoridade perante o povo faz ali um bezerro de ouro – o bezerro
era provavelmente semelhante às representações do deus-touro egípcio Ápis e sua
manufatura era uma violação flagrante ao segundo mandamento.
Arão edifica um altar diante do
bezerro e anunciou uma festa dedicada ao Senhor, misturando o próprio Deus com
falsos deuses – parece que Arão reconheceu as consequências idólatras do seu
ato e agiu com rapidez para impedir que o povo se desviasse completamente do
Senhor.
No verso 6, o povo se assentou
para e comer e beber e levantou-se para entregar-se a farra – símbolo pagão
evocava práticas religiosas pagãs. Paulo cita essa expressão como um exemplo
vívido da tendência de Israel em direção à idolatria. O verbo hebraico
traduzido por “entregar-se à farra” muitas vezes tem conotações sexuais. Orgias
imorais muitas vezes acompanhavam a adoração pagã na antiguidade.
No verso 7 e 9, Deus se refere ao povo com “seu povo” ou “este
povo” e não como “meu povo”, mostrando que Deus estava repudiando o povo por
ter violado a aliança divina.
Moisés desce e encontra toda aquela
farra e indignado joga as tabuas no chão e elas quebram, testificando assim
contra Israel que a nação violara a aliança. Arão não assume a sua
responsabilidade e os fiéis ao Senhor, atacaram os infiéis e houve grande
arrependimento no acampamento.
Verso 30, propiciação pelo pecado
de vocês – fazendo urgente intercessão diante de Deus, no papel do mediador que
Deus nomeara entre ele mesmo e Israel. Nenhum sacrifício que Israel ou Moisés
pudesse oferecer poderia fazer expiação por este pecado. Moisés, porém,
identificou-se de tal maneira com Israel que fez de sua morte a condição para
Deus destruir a nação. Jesus Cristo, o grande Mediador, ofereceu a si mesmo na
cruz para fazer expiação pelo seu povo. A oferta misericordiosa de Moisés é
recusada, porque a pessoa que peca é responsável pelo próprio pecado.
Deus faz um teste com Moisés e
ele mostra o quanto ele cresceu nesses anos ao lado do Senhor, que possamos ser
mais parecidos com Moisés e menos com o povo de Israel.
O capitulo 33 mostra que o povo
vai levantar acampamento, e o Senhor diz a Moisés que não iria com eles – A presença
do Senhor, antes assegurada ao seu povo, agora é retirada temporariamente por
causa do pecado. O povo não usou enfeite nenhum como sinal de luto.
Essa tenda do encontro que ficava
do lado de fora do acampamento – não era o tabernáculo, mas uma estrutura
temporária em que o povo podia consultar ao Senhor até ser completado o tabernáculo
mais durável.
O capitulo termina com Moisés suplicando a
presença do Senhor, e ele quer conhecer Deus e Deus diz que pode permitir que
Ele visse parte dEle, mas a face não e diante dessa situação, Deus em Sua
misericórdia e bondade renova a aliança com o povo.
APLICAÇÃO: Altos e baixos fazem
parte da nossa relação com a presença de Deus, é exatamente nos momentos mais
extraordinários da vida em que nós temos o grande perigo de fazer grandes
tolices. Os momentos mais elevados e abençoados da sua vida pode representar o
momento mais perigoso, é preciso reconhecer Deus e sermos humildes.
Que a sabedoria desse texto
ilumine a sua vida!

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